quinta-feira, 27 de outubro de 2016

5 SÉRIES DA NETFLIX PARA REFLETIR


Por : Andrew Fischer


A Netflix (plataforma online de streaming de filmes/séries) por exemplo, possuía cerca de 53,1 milhões de assinantes em 2014 (dado mais recente). E desde o começo deste ano, presta serviços para mais de 130 países.  
Tornou-se uma empresa de referência devido à uma grade ampla de programação, ter uma personalização razoável, mas principalmente por seu marketing e publicidade inovadores e criativos. 

Com tantas qualidades, não é difícil compreender o motivo de a plataforma possuir mais de dois milhões de clientes no Brasil. Nest post, fiz uma seleção com cinco séries da Netflix que não servem apenas para praticar o binge-watching (assistir em sequência vários episódios de um seriado) , mas também como ponto de partida para que os espectadores reflitam sobre diversos aspectos de suas vidas.




A série começa com o resgate de Kimmy Schmidt, que viveu durante quinze anos em um bunker pois o pastor Hamm  fez ela  e mais outras mulheres acreditarem que o mundo havia acabado.

No decorrer de três temporadas,  os constantes flashbacks servem de recurso para compreender a vida de Kimmy antes e durante o tempo em que passou isolada de todo o resto. Tudo o que ela acreditava ser real não passava de uma ilusão. O mundo evoluiu muito e a dinâmica das relações entre as pessoas mudou.

Agora Kimmy tem que se readaptar ao século XXI e também aprender sobre si mesma. É uma jornada longa e conflituosa, mas ela consegue superar as dificuldades com bom humor e coragem. Kimmy prova que é realmente        ” inquebrável “.

Em 1983 Will Byers voltava de uma partida de D&D (Dungeons and Dragons) na casa de um de seus amigos quando some deixando para trás apenas sua bicicleta.

Os melhores amigos de Will (que hoje em dia seriam chamados de geeks) sentem que tem algo de errado no desaparecimento do garoto e partem em uma busca por ele.

Ao longo dos oito episódios da primeira temporada Joyce (mãe de Will), Mike, Lucas e Dustin (melhores amigos do garoto) unem-se para encontrar pistas do ocorrido.

O time de resgate de Will enfrenta o governo americano, a descrença das pessoas, um universo paralelo e até um monstro de outro mundo para salvar o guri. Mostrando que família e amigos são vitais e capazes de tudo para o bem- estar de quem se ama.

Jessica Jones é uma mulher com poderes de um super herói dos quadrinhos, mas não quer estar sob os holofotes como o Superman.
Ela enfrentou abuso físico e psicológico, tortura e foi obrigada a fazer coisas que prefere esquecer.
     
O passado a assombra constantemente, e apesar de ter super força, poder pular muito alto, saber lutar e usar jaqueta de couro, ela sente pavor de que a ameaça que pairava sobre ela retorne.
    
 Jessica evolui durante a série aprendendo a lidar com o passado, tornando o presente mais aceitável e criando expectativas de um futuro promissor. Por mais fortes que sejamos, ainda somos seres humanos falhos. Talvez não sintamos orgulho de algo que fizemos, porém, é essencial aprender com os erros e saber olhar para além das dificuldades que passamos.

Grace e Frankie estão sentadas em um restaurante com seus maridos,  esperançosas sobre o anúncio que eles irão fazer. O choque duplo ocorre quando Sol e Robert (maridos delas) informam o divórcio e ainda por cima para viverem juntos.

As duas mulheres (que não se suportam) estão na terceira idade e além de terem que lidar com o sofrimento do fim do casamento de quatro décadas, tem que vencer os desafios que o avanço dos anos trazem consigo.
   
Grace e Frankie estão desoladas, desnorteadas e sem saber o que fazer. Elas acabam encontrando uma na outra o apoio que necessitam para enfrentar a situação. 
A tragicomédia aborda tabus como sexualidade, envelhecimento, preconceito e dependência química com humor e sabedoria.

Os protagonistas nos mostram que sempre há tempo de tentar algo novo : aos setenta e tantos anos, os ex-casais buscam serem felizes.
    
Além disso, mesmo sendo opostos e não se darem bem, Grace e Frankie colocam de lado as diferenças para tornarem-se quase amigas. Mostrando que mesmo que sejamos diferentes, podemos aprender uns com os outros.

 BoJack é um cavalo falante com características humanas que tornou-se famoso nos anos 90 por causa de sua série televisiva. Ele gasta sua fortuna (que parece não ter fim) em drogas, sexo e o que mais sua imaginação desajustada desejar.
    
A série da Netflix retrata com bom humor (e trocadilhos constantes) a realidade de muitas celebridades que aparecem diariamente nos noticiários.Apesar de ser um cartoon , a série apresenta situações de vidas adultas complicadas.
O seriado não fala apenas sobre morte, decadência e erros, mas também sobre determinação e persistência.
    
BoJack comete as mais diversas gafes e fica constantemente embriagado, mas é generoso e resiliente. O equino tem consciência de seus defeitos e tenta mudar de atitude em vários momentos. 

   
BoJack Horseman não é o típico protagonista e nem representa a figura de alguém inspirador. Mas, quando ele passa a acreditar em si mesmo, algo muda nele. Começa a ver sua vida por outro ângulo e a agir de outra forma perante os problemas que se apresentam. E é claro, sem deixar a ironia e as frases afiadas de lado. Dá para perceber a petulância do cavalo ?

quinta-feira, 20 de outubro de 2016

O que as séries me ensinaram ?

Por : Andrew  Fischer 


Pâmela Bassualdo editando o Poesia Feminina 

Pâmela Bassualdo estava fazendo o layout de seu blog quando pedi que ela me cedesse uns minutos para conversar sobre seriados que mudaram a forma que ela vê o mundo. 

 A primeira série que a estudante do curso de Jornalismo da Uniritter citou foi The L Word, que retrata o dia a dia de mulheres homossexuais em Los Angeles. 

Pâmela falou que essa série mostrou a rotina de outras pessoas que são homossexuais como ela, mas possuem aspirações e habilidades distintas umas das outras. Uma lição que a guria de Porto Alegre aprendeu com as garotas norte americanas foi que mesmo quando as pessoas fazendo parte de um mesmo grupo, elas são únicas. 



Pâmela também assiste Game of Thrones
Jessica Jones foi o seriado que a estudante falou em seguida. A história gira em torno da personagem título que possui super poderes mas não quer tornar-se super heroína.

 Pâmela falou que o envolvente e complexo enredo a fez refletir que apesar de ter habilidades especiais, Jessica Jones passa por dificuldades (como ter que derrotar um vilão que controla mentes) e deve enfrentá-las e seguir em frente.

 Outro ponto citado pela estudante foi que situações ruins acontecem, você se preparando ou não para elas. Não se pode fugir das responsabilidades nem das dificuldades, mas sempre podemos levantar, respirar fundo e superá-las.

Seja bem-vindo

O Reflexões em Série é um blog que tem como objetivo utilizar séries provenientes de diferentes plataformas digitais como ponto de partida para reflexões aprofundada sobre diversos assuntos.
Existem centenas de séries na televisão e na web, com variados temas , formatos e durações. E a probabilidade de encontrar uma que agrade o seu gosto é muito grande.

Além de entreter, os seriados também podem nos fazer pensar. É unir o útil ao agradável. Muitas séries têm como cenário de partida a realidade que vivemos hoje (ou utilizam metáforas da realidade), o que facilita a identificação das dificuldades e conquistas apresentadas em seu enredo. Desta forma, podemos aplicar o que estamos assistindo na resolução de problemas que nós mesmo estamos enfrentando na vida real.

Porém, não apenas temas relacionados ao que conhecemos e vivenciamos são abordados, mas também obstáculos enfrentados por pessoas de outros países, crenças,classes sociais e orientações sexuais. Podendo assim, nos auxiliar a compreender um pouco mais sobre a complexidade do outro.Ao invés de escolher uma série aleatoriamente, você pode utilizar este guia como um direcionamento para a sua próxima maratona. 

Deste modo, além de preencher alguns minutos(ou horas) de lazer, você estará adquirindo ferramentas para compreender melhor os acontecimentos ao seu redor e no mundo. E futuramente,contribuindo para a construção de uma realidade mais justa e compreensiva.